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A verdade por detrás dos provérbios

  Este artigo está sendo atualizado!  

By: Patricio Mamona – Ben Pathy
Contribuidor: Ambrosio Lusuekikio
Ultima actualização: 22.05.2020 – 18:45

Os provérbios e as suas interpretações, uma ginástica sábia e mental, as vezes muito complexa do que pensamos ser. Trata-se duma simples frase codificada com informações que (uma vez descodificada) vira o mundo de pata para o ar. Um exagero literário para ilustrar a grandeza e complexidade do que podemos encontrar por detrás de uma frase com significado oculta.

Gostaria de partilhar a minha opinião sobre o proverbio “N’tu u vitidi malu ma landa” (independentemente da sua escrita o que não é objetivo nesta analise); mais o ponto central está na sua interpretação.

É minha opinião que os provérbios são parte duma linguagem não clara mais sim uma forma de dizer as coisas no escuro que na luz do dia, suscitam várias interpretações. O uso dos provérbios depende da capacidade do orador em encaixa-los no contexto do seu discurso e fazer sentido na sua interpretação relativamente a tal contexto.

” Um bom orador não se dirige directamente à pessoa visada, mas as suas indirectas atingem o alvo ou prevaricador” – SLunguela (ANDAK).

Se partirmos do princípio atrás citado, facilmente iremos compreender que: não é forçosamente entender o provérbio de forma unilateral por constituir neles elementos codificados e enigmas que em muitos casos dificultam o entendimento ou interpretação, dando lugar ao visado de tirar parte que lhe convêm em função do que se trata.

Como é óbvio, não será o caso para todos eles uma vez existem muitos de fácil entendimento devido as suas estruturas literárias e objetividade. O real sentido do provérbio parte de quem o diz ou o usa; pois, ao fazê-lo, a sua interpretação pode ir para além da intenção deste ultimo (falo em termo contextual do assunto). Por esta razão em kikongo diz “Ta kingana bangula kingana”.

É importante dizer que ao usar um provérbio, o orador sabe o porque o usa, quando e como usar-lo. Em caso de dúvida é aconselhável não usar, pois, o acto não deixa de ser semelhante ao de atirar uma faca no ar, com consequências graves.

Mas ao contrário, se os criteiros forem obedecidos, então quem diz o provérbio (o emissor) sabe melhor o sentido com que esta linguagem escura foi usada. O recetor, o nbangudipode ter mais que uma interpretação, dependendo da capacidade deste, assim como a sua interação na conversa que originou o provérbio; para além da complexidade do próprio provérbio.

Agora falando deste particular provérbio, “N’tu u vitidi malu ma landa”, eu diria o seguinte:
Como qualquer outro provérbio, ele pode ter varias interpretações; tudo depende da circunstância em que ele foi usado.
Vou concluir esta analise com um exemplo da minha última experiencia no uso do mesmo. Quando se trata de óbito, ele tem um uso muito comum (embora com sentido diversos, tudo depende de quem o diz e em que altura o diz). E quando usado nesta circunstancia, uma das interpretações que se da é de que… “O enterro do parente ora falecido não quer dizer que tudo acabou, pois, logo a seguir do enterro há problemas que devem ser resolvidos“.

Esta aproximação em kikongo pode ser dito de diferente maneira. “E sina diambu di tu vitisi, nkasi mambu kana ma luta ko” ou E mvumbi yi tu zikidi, nkasi e mambu ka maziemene ko. Vena ye n’kolo mi fuete landwa“.  Aqui tratamos por “n’kolo” todos pendentes derivados do ocorridos ou dividas contraidas pelo falecido enquanto em vida. Ora estes representam o ” malu ma landa”.

Aqui nasce a necessidade de contribuir ou participar na resolução dos problemas post-enterro. Tambem pode ser usado como chamada de atenção na necessidade de não abandonar tudo logo a seguir ao enterro, pois o processo ainda não esta concluído. 

São exemplos para dar clareza e melhor compreender do se passa por detrás dos provérbios. Falo num contexto geral apontando um exemplo prático. O que não se traduz em não ter outras maneiras de criar aproximação com o assunto em si.

Uma opinião com base a minha experiência (embora separado do mundo kongo mais de 30anos numa distância de 7642Km, o que pode constituir na margem de erro aceitável).

Acredito que quem sabe da tradição kongo, estará em condições de perceber a cronologia fúnebre na nossa cultura.

N‘tu u vitidi = O próprio enterro.
Malu ma landa = o que vai seguir depois do enterro.

Com este exemplo, ele pode abrir a nossa mente em saber como interpretar este proverbio uma vez usado em outro contexto. Também acredito servir de modelo no entendimento de como usa-lo. Isto não é uma fórmula matemática mas um guia que serve de inspiração no uso dos provérbios, assim ajuda ao entendimento da responsabilidade que o orador tem ao fazer uso deles (os provérbios).

Topico: Conheça o povo bakongo e Cultura Kongo

By: cPMPatricio Mamona  Chief Feature Writer

 
cPM eWriter – 2020 – Tukala Ndonga, Tulonga mpe Tulongoka Kikongo ye Kinkulu kia Kongo

Actualizado em:2020-05-23 07:16:59
Info Provider: Kia Kongo - By cPM - PMamona

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Comments

This post currently has 2 responses

  • Para ajudar os outros no entendimento dos proverbios, podemos usar esta area de comentarios para partilhar exemplos. Se o fazer, xxplica o contexto, a motivacao do uso do tal particular proverbio.

    • O meu comentário vai sobre o uso da expressão “N’tu u vitidi, malu ma landa”

      No casamento tradicional Bakongo é exigido a família do noivo entregar o dote a família da noiva. Esse dote é constituído de vários artigos entre eles um valor monetário. Algumas famílias têm preferido receber ( ou entregar) o valor monetário apenas depois do casamento der frutos ou seja depois do casal tiver filho(s). Nesta circunstância quando a maior parte dos artigos for entregue, faltando entregar algo por exemplo o valor monetário, pode-se evocar a expressão “Ntu wu vitidi, malu ma landa.”. Neste caso teremos:

      “N’TU (wu vitidi)”= A parte dos artigos entregue (Bebidas, vestuários, etc…)
      “MALU (ma landa)”= A parte monetária em falta.

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